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Yahoo sabia que a colaboração com o Google violaria leis antitruste


O Comitê de Energia e Comércio do Congresso dos Estados Unidos mandou uma carta ao CEO do Yahoo expressando preocupação a respeito do efeito do acordo fechado com Google sobre a privacidade dos usuários de internet e as taxas de publicidade.

Joe Barton, republicano do Texas, escreveu para o CEO Jerry Yang na quarta-feira dizendo que o plano do Google e do Yahoo de dividir publicidade e receita “levanta sérias dúvidas, não somente sobre os efeitos da parceria no mercado de busca, mas também sobre a proteção dos dados dos usuários do Yahoo”. Barton ressaltou a consolidação do mercado de publicidade online, que representa 10% de todo o mercado, nos últimos 2 anos. “Fico preocupado com o impacto desta parceria na competição dentro do mercado de publicidade online”, ele disse.

Os legisladores também questionaram a respeito de documentos registrados no tribunal em Janeiro de 2008, sugerindo que o Yahoo sabia que a colaboração com o Google violaria leis antitruste, já que o Google é dominante neste segmento e o Yahoo com uma sólida segunda posição. Juntas, as duas empresas dominam 80% do mercado de busca, seguidos pela Microsoft.

Barton também questionou Yang quanto a privacidade. "Estou preocupado também como esta relação entre Google e Yahoo afetará a coleta, a armazenagem e o uso de dados relacionados às atividades online dos usuários."


Google vê benefício com Yahoo


O Google acredita que o recente acordo de publicidade fechado com o Yahoo será benéfico enquanto o Yahoo trabalha para se tornar lucrativo, disse um importante executivo do Google nesta quarta-feira, 18.

Vinton Cerf, do Google, acrescentou que a alta dos preços da energia e a desaceleração da economia podem apresentar um impacto positivo na internet porque as pessoas estão diminuindo o consumo de combustível e procurando ser mais eficientes.

“No caso do Yahoo, a companhia acredita que esta situação será benéfica para auxiliar o Yahoo com este experimento”, disse Cerf numa coletiva de imprensa num evento pararelo ao da OECD denominado O Futuro da Economia na Internet.

“É somente isto: um acordo não exclusive que permite ao Yahoo usar discretamente algumas de nossas habilidades para publicidade."

Questionado sobre a iniciativa da Microsoft em buscar apoio contra a colaboração Google-Yahoo, Cerf declarou: “Digo simplesmente que estamos tentando encorajar a competição e que tomaremos atitudes para ajudar onde for possível”.

Fontes disseram à Reuters que a Microsoft contatou advogados, dizendo que o acordo Google-Yahoo “limita as escolhas para anunciantes e editores” e “destrói a competição”.

Cerf também mostrou otimismo na indústria em meio ao desaquecimento da economia mundial.

“Num modo muito peculiar isto talvez tenha um impacto positivo na internet”, disse ele.

Às vezes a tecnologia da informação pode substituir alguns meios de transporte... a tecnologia da informação pode ser a base para o uso mais eficiente de recursos escassos, como exemplo podemos utilizar com mais intensidade a videoconferência, para evitar que pessoas viajem.

A Microsoft tinha expectativas de que o acordo com o Yahoo aumentasse sua capacidade de captar publicidade para competir com o Google.


Microsoft lança campanha contra novo acordo de colaboração selado entre Google e Yahoo

A Microsoft lançou uma campanha para inscrever aliados em sua oposição ao novo acordo de colaboração selado entre Google e Yahoo.

Um dia depois de as companhias anunciarem um acordo que permite ao Google vender anúncios nos sites do Yahoo, a Microsoft entrou em contato com grupos de advogados que atuam junto à elaboração de políticas em Washington.

De acordo com uma fonte que foi contactada pela Microsoft, a companhia de software disse em um email que o acordo Google-Yahoo poderá "limitar as opções para anunciantes e publicitários" e "destruir alternativas competitivas".

De forma mais específica, a Microsoft adotou a visão de que o acordo tem relação com uma fixação de preço entre as duas companhias, com o estabelecimento de um preço mínimo para os anúncios em algumas palavras-chave, de acordo com outra fonte familiar ao assunto.

A Microsoft também acredita que o acerto entre elas vai levar ao fim do negócio de buscas do Yahoo, eliminando um competidor do mercado.

A Microsoft preferiu não comentar o acordo entre Google e Yahoo. O porta-voz Jack Evans, no entanto, reiterou nesta sexta-feira que o acordo entre as duas empresas poderá tornar o segmento de publicidade na Internet menos competitivo.


Google e Yahoo chegam a acordo em publicidade on-line


Este acordo é considerado por analistas como um sério revés para a Microsoft, que desta forma deixa de conseguir deter parte da unidade de publicidade on-line do portal, vital para tentar fazer frente ao Google neste segmento.

No âmbito desta parceria, que consiste na junção das unidades de publicidade on-line do Google e o Yahoo, esta última empresa prevê que possa ganhar entre 250 e 450 milhões de dólares durante os próximos 12 anos.

O negócio vai ter um período inicial de quatro anos, com possibilidade de ser aumentado para mais seis, refere o portal Computer World.

O anúncio desta nova parceria foi feito pouco tempo depois de o Yahoo ter abandonado as discussões com a Microsoft em torno de um possível investimento da multinacional de Bill Gates no portal.

Segundo o Yahoo as negociações terminaram devido ao facto de a Microsoft apenas pretender comprar a unidade de publicidade do portal e não a totalidade da empresa.

Numa conferência de imprensa o CEO do portal, Jerry Yang, confirmou que é altura de seguir em frente, sublinhando que a sua empresa acredita que o acordo com o Google ajuda-nos a fortalecer a nossa posição competitiva e a gerar benefícios financeiros atractivos.

A parceria não deverá entrar em vigor para já, uma vez que ambas as empresas decidiram dar três meses e meio às autoridades norte-americanas para a analisarem.



Carl Icahn diz que negócio entre Yahoo! e Google poderá ser compensador


Carl Icahn, o investidor milionário que em Maio apresentou um plano para substituir o conselho de administração da Yahoo! falou no domingo pela primeira vez sobre o negócio no âmbito da publicidade online entre a empresa da Internet e a Google, considerando que este poderá ter algum mérito. Apesar de o negócio com a Google não ser o mesmo que uma oferta de 34,375 dólares por acção da Yahoo, continuo a estudá-lo, e poderá ter algum mérito, disse Icahn à Reuters.

Para o investidor, que detém cerca de mais de 59 milhões de acções da Yahoo!, mais de 4% da empresa, o acordo com a Google aparenta ser melhor que o negócio alternativo proposto pela Microsoft, que pretendia adquirir apenas a unidade de pesquisas online do portal.

Icahn sublinhou no entanto que continua extremamente desapontado com a forma como a Yahoo! está a ser gerida.

O empresário não quis revelar se vai continuar a perseguir o seu plano para substituir os actuais directores da empresa na próxima reunião anual de accionistas, que decorre a 1 de Agosto.

Recorde-se que, no âmbito do acordo firmado anunciado pelas duas empresas na passada quinta-feira, tanto a Yahoo! como a Google podem terminar a aliança se a Yahoo! for adquirida ou se a maioria do seu conselho de administração for substituída na reunião de Agosto.

Isto significa que, se Icahn conseguir os seus intentos, a Google poderá abandonar o negócio, pelo que o investidor poderá estar equacionar abandonar a sua campanha ou a aceitar uma representação minoritária no conselho de administração da Yahoo!.



Microsoft lança campanha contra acordo Yahoo-Google


Reuters/Brasil Online

Por Peter Kaplan

WASHINGTON (Reuters) - A Microsoft lançou uma campanha nesta sexta-feira para inscrever aliados em sua oposição ao novo acordo de colaboração selado entre Google e Yahoo, segundo duas fontes familiares ao assunto.

Um dia depois de as companhias anunciarem um acordo que permite ao Google vender anúncios nos sites do Yahoo, a Microsoft entrou em contato com grupos de advogados que atuam junto à elaboração de políticas em Washington.

De acordo com uma fonte que foi contactada pela Microsoft, a companhia de software disse em um email que o acordo Google-Yahoo poderá "limitar as opções para anunciantes e publicitários" e "destruir alternativas competitivas".

De forma mais específica, a Microsoft adotou a visão de que o acordo tem relação com uma fixação de preço entre as duas companhias, com o estabelecimento de um preço mínimo para os anúncios em algumas palavras-chave, de acordo com outra fonte familiar ao assunto.

A Microsoft também acredita que o acerto entre elas vai levar ao fim do negócio de buscas do Yahoo, eliminando um competidor do mercado.

A Microsoft preferiu não comentar o acordo entre Google e Yahoo. O porta-voz Jack Evans, no entanto, reiterou nesta sexta-feira que o acordo entre as duas empresas poderá tornar o segmento de publicidade na Internet menos competitivo.


Yahoo! alia-se à Google


A Yahoo! vai aliar-se à Google. A parceria permitirá à empresa, presidida por Jerry Yang, aumentar as vendas anuais em cerca de 508 milhões de euros.

A aliança com a Google – líder mundial da publicidade na internet, seguido do futuro parceiro – surge depois do anúncio do fim das conversações entre a Yahoo! e a Microsoft. A empresa de Yang explicou em comunicado que o gigante do Windows renunciara à compra da totalidade da Yahoo! pelo preço oferecido anteriormente , 29,8 milhões de euros, ou seja, 20,9 euros por cada acção.

A Yahoo! refere, por outro lado, que a Microsoft, que no dia 1 de Fevereiro oferecera 19,7 euros por papel, propusera comprar tão-só a sua actividade de motor de pesquisa – e as respectivas publicidades –, mas a administra-ção do grupo liderado por Yang não aceitou.


Yahoo confirma acordo com Google; mercado publicitário critica decisão


O Yahoo confirmou nesta sexta-feira (13/6) que fechou um acordo com o rival Google para terceirizar o negócio de buscas. O CEO do Google, Eric E. Schmidt, disse que a parceira com o Yahoo foi uma vitória tripla: uma vitória para as empresas, uma vitória para as editoras e uma vitória para os anunciantes.

No caso específico dos anunciantes, eles não parecem compartilhar a mesma opinião. Publicitários ouvidos pelo jornal americano New York Times não vêem a associação entre as duas empresas como positiva.

“Há, sem dúvida, um apelo em termos de facilidade de gerenciamento e otimização de campanhas on-line”, disse Aaron Goldman, vice-presidente de marketing e parcerias estratégicas da Resolution Media, uma agência da Omnicom que realiza pesquisas de mercado. “Claro que a desvantagem é, nesse meio, a falta de motivação do Google para continuar inovando, para ser mais transparente com os dados, que é algo que vem sendo sua marca há algum tempo. O que você vai fazer, não usá-los?”

Michael Mothner, da empresa de pesquisa de mercado Wpromote, disse que o negócio é “verdadeiramente assustador a partir de uma perspectiva do anunciante, principalmente sabendo que ele precisa do Google”. “E se ele decidir aumentar os seus preços ou reavaliar outras taxas. Ele têm muito poder agora”, observou ele, acrescentando que, embora o Yahoo seja uma empresa separada, a terceirização da busca é, na prática, o mesmo que dar as chaves da casa nas mãos do Google. “A partir de uma perspectiva do anunciante, é verdadeiramente assustador quanto ele verificar que está diante de um poderoso monopólio na área de busca de anúncios.”

Em relação a questão do monopólio, Eric Schmidt disse, durante uma conferência de imprensa para falar do acordo, que as duas empresas tinham configurado o negócio de forma a atender as exigências para aprovação regulatória. O conselheiro jurídico do Google, E Kent Walker, no entanto, disse que não vê a necessidade de aprovação regulamentar na Europa. E acrescentou: "Nos Estados Unidos, por exemplo, não há nenhuma exigência de aprovação legal. Temos realizado discussões com o Departamento de Justiça americano, mas porque é um negócio cuja natureza envolve um perfil elevado”.

Walker usa como argumento que haverá benefícios para os três grupos envolvidos: os consumidores, com a melhoria da qualidade dos anúncios; as editoras, já que um teste com um grupo limitado de empresas indicou que elas teriam as receitas elevadas; e os anunciantes, com a melhoria do nível dos anúncios; leilão de preços etc.

De acordo com a empresa de pesquisa de internet eMarketer, o Google obteve 76,4% do mercado de busca paga até agora neste ano, enquanto o Yahoo ficou com apenas 7,3%. Portanto, o “desaparecimento” dos seus principais concorrentes não é uma boa notícia para os anunciantes.

"Isso vai no sentido oposto daquilo que nós marqueteiros queremos", disse Warren Cowan, CEO da GreenLight, empresa britânica de pesquisa e marketing. "Isso significa uma maior consolidação com um grande parceiro. Se um anunciante pretende diversificar os seus riscos e a difusão em vários canais, agora certamente isso ficará mais difícil de ser feito."

Yahoo perto de fechar acordo com o Google

Reuters/Brasil Online

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Yahoo e o Google estão perto de concluir um acordo sobre publicidade, com as negociações entre o Yahoo e a Microsoft acerca de um acordo similar tendo fracassado, segundo afirmaram fontes próximas à questão nesta quinta-feira.

As negociações entre a Microsoft e o Yahoo terminaram depois que o Yahoo decidiu ir atrás de um acordo com o Google, apontou uma das fontes.

O Yahoo perguntou ainda se a Microsoft irá renovar sua oferta de 33 dólares por ação da empresa de Internet, mas a Microsoft não estava interessada, segundo colocou outra fonte.


Yahoo fecha parceria com Google e rejeita proposta da Microsoft

NOVA YORK/SAN FRANCISCO (Reuters) - O Yahoo anunciou na quinta-feira um acordo para permitir que o arqui-rival Google venda anúncios em suas páginas, e no mesmo dia deu por encerradas as negociações que poderiam levar a uma fusão com a Microsoft.

As ações do Yahoo caíram 10 por cento, porque o final de dois meses de intermitentes negociações com a Microsoft aumenta a pressão para que a empresa encontre uma alternativa.

A empresa disse que a parceria com o Google para a colocação de anúncios nas páginas de busca pode gerar um faturamento anual de 800 milhões de dólares, sendo que só no primeiro ano o valor seria de 250-450 milhões.

O acordo prevê que os anúncios do Google e do Yahoo vão "competir" numa espécie de leilão, o que deve tornar a parceria mais palatável às agências reguladoras.

"O Yahoo está sendo um revendedor do Google sempre que fizer sentido, e isso deve ocorrer muitas vezes, já que as buscas patrocinadas no Google já se mostraram muito mais eficazes", disse o analista Martin Pyykkonen, da Global Crown Capital.

Mas mesmo assim o acordo pode despertar acusações de concorrência desleal, e o democrata Herb Kohl, presidente de uma subcomissão antitruste do Senado dos EUA, já anunciou que vai investigá-lo.

Na outra negociação, a Microsoft chegou a oferecer no começo de maio 33 dólares por ação do Yahoo, o que daria um total de 47,5 bilhões de dólares pela empresa, uma das pioneiras das buscas pela Internet.

A última oferta estabelecia a compra da operação de busca do Yahoo e o pagamento de 35 dólares por ação numa participação de 16 por cento do Yahoo, segundo duas pessoas que tiveram acesso aos termos. Essa oferta, segundo a empresa, não se encaixava em seus planos de conciliar as atividades de busca e publicidade.

Após o fracasso da negociação, as ações do Yahoo caíram a 23,52 dólares na Bolsa eletrônica Nasdaq. Com a divulgação do acordo com o Google, elas subiram para 24 dólares.

A Microsoft apostava num acordo com o Yahoo para melhorar sua inserção no mercado publicitário da Web e concorrer com o Google.

O Yahoo disse na quinta-feira que, numa reunião no último dia 8, a empresa de Bill Gates informou não estar mais interessada em simplesmente comprar o Yahoo, mesmo pelos 33 dólares por ação previamente oferecidos.

Muitos acionistas do Yahoo, como o bilionário investidor Carl Icahn, pressionavam a direção a aceitar o acordo com a Microsoft. Icahn chegou a pedir a demissão do executivo-chefe Jerry Yang.

As ações da Microsoft subiram mais de 4 por cento, num sinal de alívio dos investidores ao verem que a empresa não está disposta a pagar caro demais num negócio que muitos acham arriscado.

(Reportagem adicional de Eric Auchard em San Francisco)

Yahoo! anuncia parceria com o Google

Depois de passar meses resistindo às tentativas de aquisição feitas pela Microsoft, o Yahoo! decidiu seguir por outro caminho para se sustentar no mercado online e melhorar a competitividade. A companhia anunciou nesta quinta-feira (12/06) um acordo com o Google para exibir anúncios de seu rival junto com seus resultados de busca.

Segundo nota divulgada ao mercado, o acordo é válido para algumas de suas propriedades nos Estados Unidos e Canadá. A parceria não é exclusiva e dá a possibilidade de o Yahoo! exibir links patrocionados do Google, de terceiros e de suas próprias operações.

O Yahoo! acredita que a parceria vai melhorar o padrão de remuneração no mercado de buscas nos Estados Unidos e Canadá. Segundo a empresa, essa é uma oportunidade de cerca de 800 milhões de dólares em receita. Nos primeiros 12 meses de implementação, a expectativa é que a parceria gere entre 250 e 450 milhões de dólares em fluxo de caixa adicional.

O comunicado, o CEO e fundador do Yahoo!, Jerry Yang afirmou que “a convergência das buscas e da exibição [dos links] é o próximo e maior desenvolvimento a acontecer na evolução da indústria dos anúncios online, que muda tão rapidamente”.

Pelos termos do acordo, o Yahoo! vai selecionar os termos de buscas e também as páginas onde exibirá os links patrocinados do Google. A companhia pretende definir o perfil de navegação de seus usuários e determinar, a partir daí, o número e a localização dos resultados fornecidos pelo Google. A parceria se aplica a buscas patrocinadas e identificação de conteúdo, mas não a busca algorítmica.

Além disso, o as duas empresas concordaram em estabelecer um padrão de interoperabilidade entre seus serviços de mensagens instantâneas, o Yahoo Messenger e Google Talk.

“Nossas estratégias são especialmente desenhadas para capitalizar essa convergência – e esse acordo nos ajuda a avançar de forma significativa. Ele também representa um importante próximo passo em nossa estratégia aberta”, relata Yang.

O acordo tem a duração de dez anos com três anos opcionais de renovação. A expectativa é que a parceria seja colocada em prática em três meses, depois de ser aprovada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Fim de conversa

O anúncio da parceria com o Google vem no mesmo dia em que o Yahoo! anunciou o fim das negociações com a Microsoft. A gigante de software já cortejava o Yahoo! desde o início de fevereiro, quando ofereceu cerca de 45 bilhões de dólares.

O Yahoo! recusou as ofertas e atestou que apresentava valor de mercado superior ao volume oferecido. Segundo a empresa, a decisão de encerrar as negociações foi tomada após diversas reuniões com a Microsoft sobre a possibilidade uma aquisição parcial ou total.

Sem Microsoft, Yahoo fecha parceria com Google

Acordo vai movimentar mercado de publicidade em buscas pela internet

O Yahoo e o Google anunciaram uma parceria não-exclusiva na área de publicidade em buscas online. Pelo acordo, o Yahoo poderá colocar anúncios fornecidos pelo Google em sua base de resultado das pequisas e em alguns sites de sua propriedade nos Estados Unidos e Canadá.

A parceria poderá gerar receitas anuais de US$ 800 milhões. O Yahoo é quem vai decidir onde os anúncios do Google vão aparecer e quais termos de buscas poderão ser usados.

A parceria foi anunciada logo depois que o Yahoo comunicou o fim das negociações com a Microsoft, fato que abriu caminho para especulações sobre este acordo com o Google.

Yahoo chega a acordo com o Google

Minutos depois de anunciar o final das negociações com a Microsoft, o motor de busca Yahoo anunciou um acordo publicitário com um dos seus principais concorrentes, o motor de busca Google. Assim, a partir de agora o portal Yahoo vai ter anúncios do Google.

Microsoft não compra Yahoo

Este acordo pode trazer proveitos para o Yahoo na ordem dos 500 milhões de euros a somar ao valor da renda anual.

Pouco depois do final das negociações com a Microsoft, as acções do Yahoo caíram cerca de 23 por cento na bolsa. Mas no momento em que o anúncio do acordo com o Google foi feito, o seu valor recuperou 24 por cento.

«Acredito que o acordo com o Google nos proporcionará uma forma mais rápida de nos revalorizarmos», explicou o director geral do Yahoo, Jerry Lang.

Google não detém exclusividade

A presidente do Yahoo, Susan Decker, dirigiu-se aos accionistas para lhes explicar que tinham negociado uma percentagem competitiva dos lucros de publicidade que derivam do Google, mas negou-se a dar a percentagem que o Google lhes pagaria pelo tráfego.

O negócio não oferece exclusividade à Google e o acordo terá a duração de dez anos, dividido num período de quatro, mais outros dois de três anos renováveis.

A notícia também levantou suspeitas entre as autoridades da concorrência dos EUA. O presidente do subcomité responsável do Senado, o senador da Virgínia, Herbert Kohl, notificou que sua agência examinará com atenção a colaboração entre os motores de busca. As consequências para consumidores e anunciantes podem ter um alcance extenso e por isso exigem um exame detalhado.

Yahoo anuncia acordo comercial com o Google

Os esforços do Yahoo de retomar as negociações com a Microsoft chegaram ao fim, sem sucesso, abrindo espaço para a empresa de internet fechar uma parceria com o concorrente Google. A notícia fez com que os papéis do Yahoo caíssem ontem 10,1% na bolsa eletrônica Nasdaq, no momento em que os investidores abandonaram a esperança de que os esforços da Microsoft para comprar o Yahoo, que se arrastaram por quase cinco meses, teriam um resultado favorável.

O Yahoo e o Google anunciaram um acordo não-exclusivo em publicidade para buscas, que pode gerar até US$ 800 milhões em receitas anuais. A parceria prevê que o Yahoo poderá veicular anúncios fornecidos pelo Google ao lado de seus próprios resultados de busca e em alguns de seus sites nos Estados Unidos e no Canadá. O Yahoo decidirá que anúncios vendidos pelo Google irá mostrar e ao lado de que termos de busca.O acordo tem quatro anos de duração, com opção de renovação por um período de até 10 anos.

A reação dos investidores ao fim das negociações com a Microsoft vem num momento ruim para o Yahoo e seu conselho. A empresa tenta combater um motim de investidores liderado pelo bilionário Carl Icahn, que quer destituir o conselho por causa da maneira como foram conduzidas as negociações com a Microsoft.

O destino do conselho do Yahoo será decidido na reunião anual marcada para 1º de agosto. A empresa de internet tentou convencer a Microsoft a retomar sua oferta de US$ 47,5 bilhões, ou US$ 33 por ação, mas a empresa de software não quis oferecer uma quantia tão alta novamente, segundo comunicados das duas empresas.

O presidente da Microsoft, Steve Ballmer, retirou uma oferta oral de US$ 33 por ação depois de o presidente do Yahoo, Jerry Yang, ter pedido US$ 37 por ação em um encontro em 3 de maio, no aeroporto de Seattle. Logo depois disso, a Microsoft tentou convencer o Yahoo a vender somente sua operação de buscas. Mas o Yahoo concluiu que seu mecanismo de busca - o segundo mais popular, depois do Google - era muito importante para ser vendido separadamente.

O Yahoo informou que a Microsoft se recusou a comprar toda a empresa em um encontro no domingo. Sem explicar a lógica, a Microsoft informou acreditar que um acordo envolvendo o mecanismo de busca do Yahoo traria mais valor à empresa de internet.

Fundador do Yahoo! recebeu US$ 1 de salário em 2007

da Associated Press, em San Francisco
da Efe

O co-fundador do Yahoo Jerry Yang, 39, assumiu no ano passado a função de executivo-chefe da empresa, mas seu salário anual permaneceu o mesmo: US$ 1 --quantia que ele recebe há anos em razão de a empresa de internet já tê-lo tornado um bilionário.

O Yahoo! revelou na terça-feira (29) as quantias pagas a Yang e outros executivos em um adendo ao seu relatório anual. Yang não recebeu bonificações, valores em ações ou quaisquer outros prêmios além do salário de US$ 1, no ano em que o Yahoo! viu seu faturamento despencar 12% e o valor de suas ações diminuir em 9%.

Os salários não são tão importantes para executivo-chefe do Yahoo! porque ele já fez fortuna durante anos ao vender suas ações na empresa --que ele fundou em 1994 com o colega de classe na Universidade de Stanford David Filo. Yang ainda detém 3,9% da companhia, fatia que vale atualmente US$ 1,5 bilhão.

Ele não é o único do setor de tecnologia que trabalhou pelo salário de US$ 1. Steve Jobs, da Apple, e os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, também optam por receber a quantia.

Já considerado o "chefe do Yahoo!", Yang se tornou em junho do ano passado o executivo-chefe da companhia, em meio a uma forte queda no faturamento. Os maus resultados afetaram o valor das ações da empresa, abrindo espaço para a oferta não solicitada da Microsoft, à qual Yang ainda tenta resistir.

Ele substituiu Terry Semel, que ao receber um pacote de compensação no valor de US$ 71,7 milhões em 2006, deixou os acionistas irritados --eles afirmavam que Semel estava sendo remunerado de maneira injusta, enquanto a empresa perdia espaço no mercado de internet.

Disputa

A empresa de Yang vive momentos tensos há quase três meses, depois que a Microsoft propôs comprar o Yahoo! por US$ 31 por ação. O destino da companhia permanece incerto, já que expirou no último fim de semana o ultimato lançado pelo gigante da informática ao grupo de serviços de internet.

A Microsoft ofereceu, em 1º de fevereiro, comprar o Yahoo!, número dois mundial da publicidade on-line, para reforçar sua presença na internet e competir com o Google, líder do setor.

Foram oferecidos US$ 31 por ação, em títulos e em dinheiro, o que representava um prêmio de 62% sobre a cotação da bolsa. Os diretores do Yahoo! rejeitaram a oferta em várias ocasiões, alegando que o preço era muito baixo e passaram as últimas semanas buscando novas alianças com outros sócios.

O Yahoo! iniciou conversas com o portal de Internet AOL (grupo Time Warner), número três da publicidade on-line, ainda sem sucesso. Também tentou uma sociedade com o Google para terceirizar sua publicidade.

Cansado de não obter resposta, o presidente da Microsoft, Steve Ballmer, lançou em 5 de abril um ultimato de três semanas ao Yahoo!. "Inclui-se a possibilidade de ir diretamente aos acionistas", um golpe de força para se apoderar do grupo contra a vontade de seus diretores, "ou até de nos retirarmos", disse o diretor financeiro da Microsoft, Chris Lidell.


Microsoft está indecisa sobre negociação com o Yahoo!, diz jornal

da Folha Online

Reunida na quarta-feira (30), a diretoria da Microsoft não chegou a uma decisão sobre a estratégia a ser seguida na negociação com o Yahoo!. A empresa de Bill Gates permanece indecisa entre aumentar a oferta de US$ 31 por ação --para algo entre US$ 33 e US$ 35-- ou desistir do negócio.

Segundo o jornal "The Wall Street Journal", citando fontes próximas à negociação, a diretoria da Microsoft deu ao executivo-chefe da companhia, Steve Ballmer, liberdade para decidir entre essas opções. De acordo com o jornal, ele mostrou posições dúbias sobre o assunto nos últimos dias, mas parece disposto a desistir da oferta, já que a diretoria do Yahoo! e alguns de seus acionistas exigem um aumento da proposta.

A Microsoft ainda está relutante em levar o processo para uma oferta sem autorização da diretoria do Yahoo!, diretamente aos acionistas. A medida levaria meses de discussão e animosidade entre as empresas, sem a certeza de uma vitória. Uma opção para, informa o "WSJ", seria a companhia de Bill Gates tentar a nomeação de uma diretoria do Yahoo! que seja favorável ao negócio.

Na visão do jornal, Ballmer, que dirige a companhia desde 2000, tem sobre ele uma tremenda pressão, causada pela aposentadoria de Bill Gates, marcada para julho.

Prazo

No último sábado (26), expirou o prazo estabelecido pela empresa de Bill Gates para que a diretoria do Yahoo! aceitasse a proposta inicial. Como as conversas amigáveis não deram resultado, os executivos da Microsoft têm se empenhando em conversar com grandes acionistas da empresa de internet e convencê-los a pressionar a diretoria para aceitar a proposta. Ballmer está pessoalmente envolvido no processo, diz o 'WSJ'.

Do outro lado, há quase três meses o Yahoo! procura alternativas para fugir de uma fusão com a Microsoft. Tenta mostrar a seus acionistas que ainda pode ser uma empresa lucrativa, mesmo que se mantenha independente.

A empresa colocou sobre a mesa suas duas melhores cartas ao arquitetar acordos com o Google --que poderiam ser questionados por órgãos reguladores de comércio-- e também tentar uma fusão com a AOL, do grupo Time Warner.

No dia 11 de fevereiro, a diretoria do Yahoo! já havia recusado oficialmente a oferta de compra feita pela Microsoft. Originalmente, a proposta valia US$ 44,6 bilhões, mas a queda das ações da Microsoft resultou em queda no número. Para o Yahoo!, a proposta subvaloriza a companhia.

Yahoo! ainda busca alternativa contra a Microsoft

da Reuters
da Folha Online

Apesar de ter intensificado nas últimas horas as conversas com a Microsoft, o Yahoo! ainda mantém negociações com outros potenciais parceiros --busca por alternativas à venda para a empresa de Bill Gates. A informação é de duas fontes envolvidas na questão.

O Yahoo! já teve discussões com AOL, do Grupo Time Warner, e a News Corp sobre um potencial acordo. Tem ainda conversas com o rival Google sobre uma parceria em propagandas em buscas na rede para melhorar seu desempenho.

Na sexta-feira (2), Microsoft e Yahoo! intensificaram as negociações, em uma tentativa de chegar a um acordo amigável sobre a venda da empresa de internet. Segundo o jornal "The New York Times", a causa foi um aumento "de vários dólares" na proposta feita pela Microsoft.

Os dois lados já vinham mantendo contato durante esta semana, mas as negociações não avançaram em relação ao preço a ser pago pelo Yahoo!. Apesar de no último sábado (26) ter expirado o prazo estabelecido pela Microsoft para que a diretoria do Yahoo! aceitasse a proposta inicial, a empresa esteve relutante em fazer uma oferta diretamente aos acionistas.

Na quinta-feira à noite (1º), entretanto, a Microsoft deu sinais de que poderia ignorar a recusa da diretoria do Yahoo! e fazer a oferta aos acionistas. Agora, fontes próximas às duas empresas indicam que há uma tentativa de chegar a um acordo amigável.

Inicialmente, a Microsoft ofereceu US$ 31 por ação, mas segundo rumores do mercado, estaria disposta a pagar cerca de US$ 33 por ação. Grandes acionistas do Yahoo!, entretanto, sinalizaram que querem um valor de US$ 35 a US$ 37 por ação.

Microsoft retira a oferta de compra do Yahoo!

da Folha Online

O gigante norte-americano da informática Microsoft anunciou neste sábado (3) que decidiu retirar a oferta apresentada para adquirir o grupo da internet Yahoo!, após não alcançar um acordo sobre o preço.

"Continuamos acreditando que nossa proposta de aquisição era válida para a Microsoft, para o Yahoo! e para o mercado em geral", disse o executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer, em declaração publicada no site da Microsoft.

A decisão se segue ao ultimato dado há três semanas pela Microsoft ao Yahoo! para que se pronunciasse sobre a oferta de fusão. O prazo para resposta expirou no final de semana passado sem que nenhum comunicado tenha sido divulgado pelo portal.

O Yahoo! não se pronunciou sobre a retirada da oferta da Microsoft até agora.

A Microsoft ofereceu no dia 1º de fevereiro uma oferta de compra da Yahoo! no valor de US$ 44,6 bilhões, uma parte em dinheiro e outra em ações, a um preço equivalente a US$ 31 dólares, com o objetivo de competir com o rival Google no ramo de publicidade on-line.

O Yahoo! recusou a oferta, por considerá-la muito baixa. O grupo da internet depois tentou fazer alianças defensivas com a Time Warner e o Google, esperando que a Microsoft elevasse sua oferta para algo em torno de US$ 35 ou US$ 37 por ação.

"Terceiro caminho"

Na quinta-feira (1º), Ballmer afirmou a seus funcionários que não pagaria "um centavo a mais" do que acredita valer Yahoo! e que o próximo passo da empresa para adquirir o grupo de serviços de internet seria divulgado em breve.

"Temos, basicamente, três grandes opções na nossa frente", afirmou Ballmer, ressaltando que "há o acordo amistoso, o acordo hostil e o terceiro caminho, que é, simplesmente, nós nos desentendermos".

Do outro lado, há quase três meses o Yahoo! procurava alternativas para fugir de uma fusão com a Microsoft. Tentava, ao mesmo tempo, mostrar a seus acionistas que ainda pode ser uma empresa lucrativa, mesmo que se mantenha independente.

A companhia colocou sobre a mesa suas duas melhores cartas ao arquitetar acordos com o Google --que poderiam ser questionados por órgãos reguladores de comércio-- e também tentar uma fusão com a AOL, do grupo Time Warner.

No dia 11 de fevereiro, a diretoria do Yahoo! já havia recusado oficialmente a oferta de compra feita pela Microsoft.


Retirada de oferta ocorreu após reunião pessoal entre chefes de Yahoo! e Microsoft

da Folha Online

A decisão da Microsoft de desistir da oferta de compra do Yahoo! foi tomada depois de uma longa reunião ocorrida entre grandes executivos das duas empresa no aeroporto de Seattle, na manhã de sábado (4), informam pessoas próximas à questão.

Os fundadores do Yahoo! Jerry Yang e David Filo foram até a cidade para encontrar pessoalmente Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, e Kevin Johnson, que dirige o setor de serviços on-line da companhia.

Na reunião, o Yahoo! concordou em reduzir o preço pedido pela empresa para US$ 37 por ação --em um encontro anterior entre Yang e Ballmer, em Palo Alto (Califórnia), na quarta-feira (30), a empresa de internet informou que não aceitaria menos que US$ 40 por ação.

De acordo com o jornal "The Wall Street Journal", ontem os executivos discutiram questões de preço e estratégia. Yang e Filo teriam voltado para a Califórnia com a expectativa de que a Microsoft faria uma nova oferta, o que acabou não se confirmando. Momentos depois, em um telefonema, Ballmer informou ao chefe do Yahoo! que a corrida pela empresa estava terminada.

Ballmer informou, em carta enviada ao Yahoo!, que poderia pagar US$ 47,5 bilhões (US$ 33 por ação). Mas, segundo ele, a diretoria do Yahoo! queria pelo menos US$ 53 bilhões (US$ 37 por ação) --praticamente o dobro do valor das ações da empresa de internet quando a Microsoft iniciou o processo, há mais de três meses.

Em um comunicado publicado ontem, Roy Bostock, presidente do Conselho de Administração do Yahoo!, reiterou que a Microsoft estava subestimando o valor de sua companhia desde que fez a oferta não solicitada. "Nós permanecemos focados em maximizar os ganhos dos acionistas e procurar oportunidades estratégicas que posicionem o Yahoo! para o sucesso e a liderança em seus mercados", disse.

Novela

O desfecho é visto como uma surpresa pelo mercado, já que muitos analistas afirmavam que a Microsoft queria tanto um acordo que iria ignorar as negativas da diretoria do Yahoo! e faria a proposta diretamente aos acionistas. Apesar de ter considerado a hipótese, Ballmer concluiu que a oferta hostil "não era sensível".

"Nossas conversas com você [Yang] nos levaram a concluir que, nesse ínterim, você poderia tomar medidas que tornariam o Yahoo! indesejável para uma aquisição", afirmou Ballmer, na carta ao fundador da empresa de internet.

Próximo capítulo

A retirada de oferta pelo Yahoo!, entretanto, não tira a Microsoft totalmente do processo. A fabricante de software poderia tentar novamente um acordo ainda este ano, caso a empresa de internet não consiga se recuperar dos efeitos de dois anos de estagnação financeira. Analistas afirmam que, com decisão da Microsoft, o valor das ações do Yahoo! poderia cair de maneira considerável, abrindo espaço para uma nova oferta hostil, mais difícil de rejeitar.

Por enquanto, a Microsoft tenta mostrar que tem potencial interno suficiente para ganhar força no mercado de internet e concorrer com o Google. "Enquanto o Yahoo! poderia ter acelerado nossa estratégia, eu estou confiante de que podemos ir em frente em nossos objetivos", afirma Ballmer.

Em uma entrevista na semana passada, Ballmer afirmou que estava confiante de que sua empresa poderia desenvolver um negócio competitivo na área de publicidade on-line sem comprar o Yahoo!, mesmo que demore mais tempo.

De acordo com o executivo, a Microsoft tem hoje tecnologia na área, mas não "escala" --como número de usuários e anunciantes.

Presidente do Yahoo! quer provar que companhia vale mais do que US$ 47,5 bilhões

Depois da decisão da Microsoft de desistir da oferta de compra do Yahoo!, o presidente da gigante da internet Jerry Yang parece querer provar que a companhia vale mais do que os US$ 47,5 bilhões oferecidos pela fabricante de software.

Em reunião ocorrida no último sábado (3), o Yahoo! concordou em reduzir o preço pedido pela empresa para US$ 53 bilhões (US$ 37 por ação). Contudo, o executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer, já havia ressaltado que a sua empresa estava disposta a pagar o máximo de US$ 47,5 bilhões (US$ 33 por ação).

Para analistas, somente nesta segunda-feira o mercado vai mostrar os resultados do acordo frustrado. Durante as negociações, o Yahoo! viu seu valor de mercado crescer quase 50% desde a primeira oferta da Microsoft.

"Claramente fica a frustração", disse Darren Chervitz, co-administrador do Jacob Internet Fund, que possuiu ações do Yahoo!. "Eu não tenho mais certeza se o Yahoo! se importa com seus acionistas porque eles não demonstraram muita consideração pelos interesses dos investidores no processo."

Risco

Segundo análise da Associated Press, a medida antecipada pode colocar Yang em uma posição de risco, ao mesmo tempo em que ele executava um plano de crescimento para a empresa desde que assumiu a diretoria-executiva, há um ano.

Para o analista da Standard & Poor's Scott Kessler, "a medida pressiona Yang a mostrar resultados e crescimento de mercado". "Veremos muitos acionistas pedindo que ele jogue a toalha principalmente quando entenderem que levará um bom tempo para os papéis voltarem ao preço em que estavam na sexta", disse.

Kessler disse acreditar que Yang poderia utilizar uma parte de sua fortuna estimada em US$ 1,9 bilhão para comprar as ações da empresa e empurrar o preço novamente para cima, mesmo que ele já possua em torno de 3,9% de participação na empresa.

"Se [Jerry Yang] acredita que o Yahoo! custa mais do que os US$ 37 por ação, então ele deveria se mexer e comprar as ações quando elas estiverem abaixo de US$ 20."

Retração

Analistas acreditam que o preço de mercado do Yahoo! pode perder a maior parte --senão todo-- do ganho acumulado durante a negociação com a Microsoft. Com isso, a empresa poderia reduzir seu valor de mercado para cerca de US$ 30 bilhões.

Mesmo com a preocupação do mercado, as ações do Yahoo! ainda podem se manter por algum tempo com preço em torno de US$ 19 --o médio antes da oferta--, principalmente por causa de uma esperança entre os investidores de que a fabricante de software realize uma nova proposta.

Por outro lado, alguns especialistas afirmam que, com decisão da Microsoft, o valor das ações do Yahoo! poderia cair de maneira considerável, abrindo espaço para uma nova oferta hostil, mais difícil de rejeitar.

Em um comunicado publicado no sábado, Roy Bostock, presidente do Conselho de Administração do Yahoo!, reiterou que a Microsoft estava subestimando o valor de sua companhia desde que fez a oferta não solicitada. "Nós permanecemos focados em maximizar os ganhos dos acionistas e procurar oportunidades estratégicas que posicionem o Yahoo! para o sucesso e a liderança em seus mercados", disse.

Concorrência

Na tentativa de mostrar a seus acionistas que ainda pode ser uma empresa lucrativa, mesmo que se mantenha independente, o Yahoo ainda conta com duas alternativas.

A companhia colocou sobre a mesa suas duas melhores cartas ao arquitetar acordos com o Google --que poderiam ser questionados por órgãos reguladores de comércio-- e também tentar uma fusão com a AOL, do grupo Time Warner.

A retirada de oferta, entretanto, não tira a Microsoft do processo. A companhia poderia tentar novamente um acordo ainda este ano, caso a empresa de internet não consiga se recuperar dos efeitos de dois anos de estagnação financeira.

Por enquanto, a Microsoft tenta mostrar que tem potencial interno suficiente para ganhar força no mercado de internet e concorrer com o Google. "Enquanto o Yahoo! poderia ter acelerado nossa estratégia, eu estou confiante de que podemos ir em frente em nossos objetivos", afirma Ballmer.